EU AMO LEXOTAM! Hoje foi o dia que gravei na TVE pela segunda vez, a primeira foi a muitos meses atrás e não ficou boa por falta de experiência total na lida com esta mídia, na época fui jogado lá a convite e ninguém me disse nada como as coisas funcionam, fui entrevistado de improviso sobre alimentação e nutrição e só me disseram na hora que eu tinha exatos 8 minutos cronometrados para falar tudo o que eu tinha que falar. Não preciso dizer que fiquei muito nervoso, achando que ia me "dar uns brancos" que geralmente acontece comigo em situações inesperadas, então teve momentos que engasguei mesmo e meu interlocutor de olhos arregalados para mim querendo me passar algum toque por telepatia o que me deixou ainda mais instável. Pois bem, nunca mais voltaram a me procurar e eu conformado que não deveria ter aceitado este desafio por ser uma pessoa tímida em público mesmo, não tinha vocação e nem quis saber mais da pessoa que me convidou sobre o assunto e
Lexotan 2, a missão ...nem quis me ver na TV no dia que saiu para não ficar chateado. Coisa de um mês atrás me convidaram de novo e eu "como?", estava começando achar que era algum carma ou benção que eu deveria aceitar e ponto final. Tive algumas semanas para preparar um assunto que fosse realmente útil para passar para a população baseado nos dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, IBGE, ONU e OMS, além de matéria jornalístico a respeito de saúde básica, bem, eu sei filtrar bem informações científicas importantes e conheço bem o público alvo que é o mesmo que eu atendo por anos no ambulatório, acho que eu poderia servir de ponte entre o academicismos traduzindo-o para a prática do dia a dia do cidadão comum, mas eu ainda tinha um grande problema, os pilares desta ponte tremiam de nervoso e do desconhecimento de uma coisa chamada "oratória", sem falar da lembrança da pressão última que passei em um estúdio cheio de técnicos nervosos e do dono e apresentador do programa me avaliando.
Lexotan 3, O Retorno.. resolvi procurar uma fonoaudióloga para me ajudar a lidar com a minha dispersão e falta de projeção vocal, minha voz tem um entonação baixa. Fui na dita cuja que me mandou por uma rolha na boca e tentar falar "não, pão, cão etc." olhando para um espelho, parecia o cão chupando manga, me achei tão ridículo que tive um ataque de risos em que a rolha foi projetada para bem longe. A fono com uma cara séria tentando se mostrar profissional, tentou me acalmar do meu acesso e tentou mostrar naturalidade no exercício ela mesmo fazendo, acontece que a mulher também não segurou a onda e começou a rir com a rolha na boca, a partir de então dei por encerrado minha consulta fonoaudiológica, o jeito era eu contar com Deus e meu amigo das horas difíceis, Lexotan!
Lexotan 4, Matar ou Morrer Meu primeiro contato com o Lexotan foi no tempo da faculdade no internato do Hospital Universitário em que eu tinha que fazer uma apresentação de um caso clínico em um auditório para a banca examinadora que tinha uma professora que não gostava de mim e estava decidida a me destruir na frente de todos, e eu um simples estudante sem a "casca" de proteção que os anos me deram agora. Então na época resolvi arriscar a tomar um psicotrópico pela primeira vez e foi tudo o que me salvou. Ao invés de ter ficado totalmente torto mediante aos ataques histéricos da professora, fiquei numa de paz e amor divinal tão grande que a platéia acabou achando ridícula as intervenções grosseiras dela em minha apresentação que foi muito boa para a fúria da minha contendora. Desde então sempre tenho uma caixinha S.O.S, só em situações raras de estresse de alto grau, dura muito tempo comigo uma caixa.
Lexotan 5, O dia D! Bom, deram para perceber por que sou prolixo na escrita? justamente por quê não sou bom na oratória. No dia anterior ao programa tomei meio comprimido para poder estudar sem ansiedade, as vezes eu desmaiava pelos cantos de sono. E hoje no dia da gravação tomei 1 inteiro que foi suficiente para manter as rédeas curtas. Entrei no estúdio que já estava gravando o programa quando alguém atrás de mim bateu a porta que fez um barulho suficiente para o diretor dizer "corta! porra vazou barulho, cuidado com esta porta caralho!" Quem bateu a porta não entrou e todos olharam para mim como eu tivesse sido o animal responsável, "puta merda", pensei, comecei bem! Rapidamente me puseram no cenário, microfone de lapela e grava! Nada do que eu tinha preparado para falar foi seguido! foi tudo de forma aleatória e espremido pelo horário. Tive que falar rápido para poder falar o básico a tempo, o que aumentava as chances de tropeçar nas palavras e por milagre não aconteceu.
Lexotan 6, Dias de Glória A conclusão foi um grande alívio, foi tudo bem e a esposa do pastor Fanini, dono do programa e que estava gravando em seguida, me pegou para conversar sobre o assunto da minha exposição, já estava com medo de tomar outro esporro por causa de barulho, depois veio o lider da câmara de vereadores me cumprimentar dizendo que o que a população precisa é ser informada como eu fiz, o que sinceramente poderia ter sido bem melhor se me dessem mais tempo. Antes de ir, fiquei sabendo que ganhei um bloco fixo no programa e que devo gravar daqui a duas semanas 3 programas de uma só vez!! sem texto, de improviso! Alguém tem mais Lexotan para me emprestar? faço este apelo aqui. Bom, apesar de não ganhar dinheiro nenhum por isso, sem demagogia e vaidade, fico feliz se conseguir passar novamente informações úteis a milhões de telespectadores que o programa Reencontro realmente tem.
Estatisticamente quase todas as doenças crônicas não transmissíveis tem como base uma má alimentação, são as principais causas de mortes precoces e potencialmente evitáveis. Doenças como Diabetes, Hipertensão, doenças cardiovasculares, osteorporose, câncer e obesidade que por si só aumenta o risco destas e outras de alta prevalência, tem sua base na má alimentação e na grande maioria das vezes o que falta é somente informação, educação nutricional. Há também as deficiências nutricionais muito prevalente ainda como a hipovitaminose A (33% das crianças) que pode causar cegueira irreversível e aumenta em muito a mortalidade infantil, tem o Ferro que atinge 50% das nossas crianças e repercute também na resistência a doenças e capacidade cognitiva, tem o ác. fólico que é uma defiência comum em todas as classes sociais e pode causar má formação do feto por exemplo. Poderia citar muitos outros problemas de ordem nutricional, mas o mais importante é que se diga que falta de dinheiro não é desculpa!
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
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